Nos últimos anos, Portugal tem enfrentado variações significativas na intensidade de precipitação, com períodos de chuva acima da média climatológica. Esta tendência evidencia mudanças nos regimes pluviométricos que devem ser considerados na gestão agrícola e ambiental dos nossos pomares. A precipitação excessiva durante a fase de repouso vegetativo pode ter impactos negativos na fenologia e sanidade das árvores. Embora a chuva seja benéfica para repor os níveis hídricos, excessos podem levar a:
– Saturação dos solos e stress fisiológico
– Redução da respiração radicular e disponibilidade de oxigénio
– Prejuízo à saúde das árvores e acumulação de reservas de energia
– Aumento do risco de doenças fúngicas e bacterianas
Além disso, os solos saturados dificultam a entrada e circulação de máquinas agrícolas, condicionando os trabalhos culturais e aumentando a drenagem de nutrientes essenciais. Para mitigar estes riscos e assegurar um início de ciclo vigoroso e produtivo, é fundamental compreender os efeitos da precipitação elevada durante a fase de repouso vegetativo e adotar estratégias de gestão adequadas. Dicas para minimizar os impactos:
– Monitorizar os níveis de água no solo
– Adotar práticas de drenagem eficazes
– Ajustar os planos de fertilização e tratamento fitossanitário
– Planear os trabalhos culturais de acordo com as condições climáticas
Com uma gestão proativa e adaptativa, podemos reduzir os riscos e garantir a saúde e produtividade dos nossos pomares.